Um álbum por ano, sem contar os projetos paralelos. O cara é uma máquina de produzir música, quase onipresente.
Isso me faz lembrar uma interjeição italiana muito ouvida nas terras brasileiras... Ecco!
Nesse caso, após descrever o fôlego de Joe Bonamassa, meu ecco quer dizer taí (outra interjeição bem doida).
Taí o cara! Taí o nome do blues atual.
Isso me faz lembrar uma interjeição italiana muito ouvida nas terras brasileiras... Ecco!
ECCO
Ecco é, ao pé da letra, é um indicativo de lugar e quer dizer aqui. Mas essa é mais uma daquelas palavras que podem adquirir inúmeros significados dependendo do contexto em que está aplicada.Nesse caso, após descrever o fôlego de Joe Bonamassa, meu ecco quer dizer taí (outra interjeição bem doida).
Taí o cara! Taí o nome do blues atual.
“Se eu tivesse que escolher um artista recente para apresentar o blues a um não iniciado no gênero, Joe seria minha escolha. Ele consegue manter a tradição merecida do gênero, mas ao mesmo tempo soa com um frescor único.”
Mesmo com toda minha empolgação ao descrever o guitarrista, ela acabou quando coloquei o play e ouvi Driving Towards the Daylight.
O ecco virou outra interjeição.
O ecco virou outra interjeição.
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Importante: O ecco só é 100% eficaz se for acompanhado desse gesto. |
ECA
Agora, os próximos dois parágrafos meus serão extremamente preguiçosos. Vou simplesmente dar um ctrl+c e ctrl+v no que escrevi tempos atrás, sobre o Dust Bowl (lançado pelo próprio Joe um ano antes do Driving Towards the Daylight).“Apesar de todo esse pique de um álbum por ano, vale a máxima de que quantidade não é qualidade. Ou se preferir outro clichê clássico, pode-se dizer que no caso de Joe Bonamassa, menos é mais.”
“O bluesman sacrifica um pouco seus álbuns em nome desse ritmo frenético. E uma consequência disso é um trabalho inconsistente, que mistura músicas de altíssimo nível, dignas da sua capacidade, com canções genéricas e covers preguiçosos.”
Estão vendo? Se ele pode ser preguiçoso, eu também posso. Assim como meu texto, Driving Towards the Daylight é basicamente um copie e cole.
Não estou exagerando... Das 11 músicas, apenas 3 são inéditas. Todo o resto são covers e versões.
O ecco virou eca. Uma interjeição perfeita para dizer que algo é uma porcaria.
As inéditas são Dislocated Boy, a faixa-título Driving Towards the Daylight, e Heavenly Soul. A terceira é a melhorzinha, mas se alonga mais do que deveria.
Dos covers e versões, Somewhere Trouble Don't Go é o grande acerto. Ela foi originalmente gravada em 1999 por Buddy Miller, no álbum Cruel Moon. Joe Bonamassa a modificou bastante e a transformou: De um country feijão com arroz para um blues rock de primeira linha.
Who's Been Talking? (famosa na voz de Howlin’ Wolf) e Lonely Town Lonely Street (um soul fantástico, consagrado por Bill Withers) foram duas versões que ganharam uma roupagem boa e também se destacam.
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Nos anos 70, Bill Withers brilhou na cena soul. |
Bernie Marsden, em contrapartida, deve ter ficado bem decepcionado com a versão que Joe fez de sua A Place in My Heart. O mérito de Joe Bonamassa foi deixar ela um pouco menos mela-cueca do que a original. Mas ainda assim, bem intragável.
Agora, inexplicável mesmo foi o estrago feito em New Coat of Paint. A original, escrita por Tom Waits, é um piano blues bem jazzeado, daqueles que quase fazem você conseguir ver a fumaça do cigarro e sentir o sabor do uísque.
Já a versão, pior que remake de filme série B.
Um eco é um reflexo sonoro que chega ao ouvido algum tempo depois do som original. Pois é. Esse álbum é basicamente isso... Um reflexo, ligeiramente distorcido, de sons originais.
Joe Bonamassa, você pode mais. Muito mais.
Agora, inexplicável mesmo foi o estrago feito em New Coat of Paint. A original, escrita por Tom Waits, é um piano blues bem jazzeado, daqueles que quase fazem você conseguir ver a fumaça do cigarro e sentir o sabor do uísque.
Já a versão, pior que remake de filme série B.
SEM MAIS INTERJEIÇÕES
Se eu comecei o texto soltando a interjeição ecco, vou terminar com um substantivo de mesmo som e que define bem o que é Driving Towards the Daylight: Eco!Um eco é um reflexo sonoro que chega ao ouvido algum tempo depois do som original. Pois é. Esse álbum é basicamente isso... Um reflexo, ligeiramente distorcido, de sons originais.
Joe Bonamassa, você pode mais. Muito mais.
“She said baby come inside; I said sorry I got to ride; sorry but I got to ride. You know you could end up dead; sleeping in the devil's bed.”
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FICHA TÉCNICA:
Artista: Joe Bonamassa
Ano: 2012
Álbum: Driving Towards the Daylight
Gênero: Blues Rock
País: Estados Unidos
Integrantes: Anton Fig (bateria), Arlan Schierbaum (teclado), Brad Whitford (guitarra), Carmine Rojas (baixo), Joe Bonamassa (vocal e guitarra), Michael Rhodes (baixo).
MÚSICAS:
1 - Dislocated Boy
2 - Stones in My Passway
3 - Driving Towards the Daylight
4 - Who's Been Talking?
5 - I Got All You Need
6 - A Place in My Heart
7 - Lonely Town Lonely Street
8 - Heavenly Soul
9 - New Coat of Paint
10 - Somewhere Trouble Don't Go
11 - Too Much Ain't Enough Love

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FICHA TÉCNICA:
Artista: Joe Bonamassa
Ano: 2012
Álbum: Driving Towards the Daylight
Gênero: Blues Rock
País: Estados Unidos
Integrantes: Anton Fig (bateria), Arlan Schierbaum (teclado), Brad Whitford (guitarra), Carmine Rojas (baixo), Joe Bonamassa (vocal e guitarra), Michael Rhodes (baixo).
MÚSICAS:
1 - Dislocated Boy
2 - Stones in My Passway
3 - Driving Towards the Daylight
4 - Who's Been Talking?
5 - I Got All You Need
6 - A Place in My Heart
7 - Lonely Town Lonely Street
8 - Heavenly Soul
9 - New Coat of Paint
10 - Somewhere Trouble Don't Go
11 - Too Much Ain't Enough Love

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