Monolord - Rust (2017): Definições.


Definição acadêmica de doom metal: Guitarras em timbres graves e com bastante distorção, um tempo lento, e acordes repetitivos... Tudo isso contribui para um clima denso e sombrio.

O gênero foi plantado pelo Black Sabbath em seus primeiros álbuns, mas os moldes atuais foram definidos por bandas mais recentes, como Cathedral, Pentagram, Sleep, Electric Wizard, Candlemass...

SEM FORMALIDADES

Deixando as definições nutellas de lado, vamos para a definição raíz. Sem maiores formalidades.
Doom metal é aquele gênero musical que, quando você afunda o botão do play, a guitarra já rasga um acorde tão cheio de fuzzy e grave, que você sente como se estivesse tomando uma voadora no peito.

E é exatamente seguindo essa definição que começa Rust, o terceiro álbum do Monolord. Where Death Meets the Sea é bem cadenciada, com riffs marcantes, e bastante densa.

A julgar pela primeira faixa, Rust empolga.
Reação de Guardiola ao ouvir a primeira música do álbum.

CONTINUIDADE

A primeira impressão é a que fica?
Esse foi o meu primeiro contato com o Monolord, confesso que não havia escutado os trabalhos anteriores do trio sueco. Então é inegável que a primeira música me causou uma ótima impressão do conjunto.
“Começar bem é importante, obviamente. Mas continuar bem é o grande desafio, e é aí que mora o perigo em um gênero que tende a ser tão repetitivo quanto o doom metal.”
A segunda música, Dear Lucifer, já não me surpreendeu tão positivamente assim. A estrutura é praticamente uma repetição da faixa anterior, e o exagero nos reverbs do vocal tornam o refrão irritante. Thomas Jäger mostra suas limitações na voz, e elas atrapalham um pouco.

Rust repete o erro de Dear Lucifer, em menor escala, e Wormland é um bom instrumental no começo, mas tem momentos que dá sono.

Mas o pé do frango azeda de vez, e é nas últimas duas músicas. Forgotten Lands é um loop infinito de tédio e agonia, com um vocal mais artificial do que Britney Spears cantando ao vivo.
At Niceae demora longos dois minutos para mostrar alguma coisa, e depois mais onze mostrando exatamente a mesma coisa. Os últimos dois tentam dar uma variada, mas nessa altura do campeonato o ouvinte já pulou da ponte.

ENFERRUJADO

O nome do álbum vem bem a calhar, é como se o som se comparasse à monotonia da ferrugem.

Preso demais às definições do gênero, o Monolord falha em diversificar o som e cai na repetição de si mesmo.
De bom e recomendável, apenas Where Death Meets the Sea e a capa... A capa ficou sensacional!

It's only memories untold; the dreams you are all making up. In all the centuries there is a demon waiting; it's where death confronts the sea.

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FICHA TÉCNICA:
Artista: Monolord
Ano: 2017
Álbum: Rust
Gênero: Doom Metal
País: Suécia
Integrantes: Esben Willems (bateria), Mika Häkki (baixo), Thomas Jäger (vocal e guitarra).

MÚSICAS:
1 - Where Death Meets the Sea
2 - Dear Lucifer
3 - Rust
4 - Wormland
5 - Forgotten Lands
6 - At Niceae



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Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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