Stargazery - Stars Aligned (2015): Além do arco-íris.


O nome da banda já diz praticamente tudo: É impossível ler esse nome (Stargazery) e não se lembrar da música Stargazer, um clássico do Rainbow. Só por aí já dá para ter uma ideia das influências dos finlandeses. Pode-se dizer que começaram com o pé direito. Mas eles não ficam apenas nisso, vão além.

QUEM ELES PENSAM QUE SÃO?

O grupo é costumeiramente apresentado como sendo uma seleção de músicos renomados. Exagero? Pode até ser, mas também não estamos falando de caras iniciantes na música.

O Stargazery é formado por uma reunião de membros com considerável experiência e passagens por bandas de relevância mundial, como Dolorian, Kalmah, The Michael Schenker Group e Poisonblack. Um time de peso, não?
Isso já é um indicativo de que eles conhecem bem os caminhos das pedras, e não à toa Stars Aligned possui uma gravação de primeiro nível, com arranjos impecáveis, e de certa forma, uma fórmula meio pronta.

Praticamente todas as músicas seguem a mesma receita de bolo: Um poderoso riff no começo, vocal, refrão grudento acompanhado de várias vozes, vocal, solo, refrão. As diferenças são sutis de música para música, algumas com uma pegada mais hard rock, outras com guitarras invocando um power metal mais clássico. Entretanto, o gênero predominante é o tradicional heavy metal.

MENOS AMOR E MAIS METAL

A única música que não segue a receita mencionada acima é Academy of Love. E isso não é mérito nenhum, pois essa é a pior música do disco. Foi uma tentativa mal sucedida de balada mela cueca ao extremo. Só a frase inicial: “É algo que nunca havia sentido antes”, já mostra o tamanho do clichê.
Fica a dica pros caras do Stargazery: Não falem de amor, ficou ruim demais.
“Reza a lenda que toda vez que uma banda de heavy metal tenta fazer uma música balada romântica usando a palavra ‘sentimento’, membros do Scorpions e Whitesnake agonizam e se contorcem de dor. Eles não merecem tanto sofrimento.”
Deixando o amor de lado e indo para o metal, os finlandeses mandam bem.
O teclado é bastante marcante ao longo das músicas, fazendo excelentes pontes e solos bem encaixados. Dim the Halo é o exemplo dessa combinação. A música, que fala sobre um pregador intolerante, é a combinação do que há de melhor em Stars Aligned. Um vocal poderoso (Jari Tiura é impecável com sua voz), boa letra, riff cativante, objetividade...

Outras músicas que merecem destaque são: Warrior’s Inn, talvez a faixa mais power metal de todas; e Voodoo, com ela não poderiam ter escolhido melhor música para abrir o disco.

Mais interessante ainda é a última música, Dark Lady. Essa música estourou em 1974, sucesso mundial na voz de Cher, uma lenda viva do pop. O Stargazery fez uma versão que conseguiu dar uma roupagem mais pesada à canção, deixando-a heavy metal puro, mas ao mesmo tempo mantendo a estrutura original. O resultado final me agradou bastante.
Cher: Do pop ao metal... E não é que rolou?

VALE A AUDIÇÃO

Stars Aligned não chega a ser uma obra memorável, mas está longe de poder ser considerada descartável. É uma boa aquisição para a coleção de fãs do heavy e power metal.
E vamos torcer para que o Stargazery tenha uma vida longa e próspera.

I cast a spell on you; Voodoo. I put a spell on you; Voodoo. You’re under my charm.



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FICHA TÉCNICA:
Artista: Stargazery
Ano: 2015
Álbum: Stars Aligned
Gênero: Heavy Metal / Power Metal
País: Finlândia
Integrantes: Jari Tiura (vocal), Jukka Jokikokko (baixo), Jussi Ontero (bateria), Marco Sneck (teclado), Pete Ahonen (guitarra).





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Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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