TOP 10: Polêmico seja vosso nome.


Sem ofensas, mas... Hoje todos se ofendem com muita facilidade.

Motivado por todo o mimimi dilema que envolveu o conjunto Preoccupations, e seus problemas com o antigo nome, resolvi mostrar para vocês que outras bandas foram muito mais provocadoras (ou sem noção).
Todos que se ofenderam com o nome Viet Cong deveriam dar uma olhada nessa lista e ver que existem nomes muito mais agressivos no rock, e sequer tiveram um décimo da repercussão dos canadenses.

Se você não sabe do que estou falando, um resumo: O Viet Cong foi vítima de protestos contra seu nome por alegarem que ele remetia às atrocidades cometidas na Guerra do Vietnã.
E o que dizer das bandas abaixo?

Obs.: Foram excluídas bandas de death e black metal dessa lista, pois 97% dos casos são agressivos. Rotting Christ mandou lembranças.

10º lugar - CAMISA DE VÊNUS
Vamos começar com um representante brasileiro, afinal, aqui é o berço da zoeira! Vênus é a deusa do amor (na mitologia romana)... Quando os baianos usaram esse nome, estavam fazendo uma clara referência à camisinha.
Nada demais, certo? Quem se ofenderia com um preservativo?

Só que não. Na época o nome da banda era considerado indecente por muitos, acarretando em boicotes da rádio e televisão. O próprio Marcelo cantava: “Eu não podia aparecer na televisão/ Pois minha banda era nome de palavrão”.
Os diretores da Som Livre pediram para os caras mudarem o nome, e Marcelo Nova disse que mudaria para “capa de pica”. O Camisa de Vênus foi expulso da gravadora.

9º lugar - THE BRIAN JONESTOWN MASSACRE
O nome é uma brincadeira entre dois outros nomes. O primeiro é o de Brian Jones, fundador e guitarrista dos Rolling Stones, e mais uma vítima do clube dos 27.
Ok, até aí tudo bem.

O bicho pega no segundo nome. Jonestown é uma cidade na Guiana que ganhou relevância histórica por ter sido palco de um suicídio coletivo que matou mais de 900 pessoas, após ingestão de cianeto com suco de uva. O famoso massacre de Jonestown.
Os suicidas eram membros de uma seita chamada Projeto Agrícola do Templo do Povo, liderada por Jim Jones. O fanático convenceu a galera de que a morte é apenas uma passagem para outro plano e que eles cometeriam um ato de suicídio revolucionário para protestar contra as condições de um mundo desumano.

8º lugar - DEAD KENNEDYS
Aqui não tem muito segredo. É impossível não ver esse nome e não entender a referência ao assassinato de John F. Kennedy, ex-presidente norte-americano morto em Dallas enquanto circulava no seu automóvel presidencial.

Por causa do nome, os Dead Kennedys tiveram que se apresentar usando pseudônimos, como The Sharks, The Creamsicles e The Pink Twinkies. O auge do gosto duvidoso foi quando eles foram contratados para tocar em um show homenageando os 15 anos do assassinato de John F. Kennedy.
Apesar do nome polêmico, Jello Biafra jura que esse não era o objetivo, e sim trazer a atenção do público para o fim da inocência e do sonho americano.

7º lugar - DEATH IN JUNE
O que pode haver demais nesse nome? “Morte em junho”? Qualquer um pode morrer em junho, qual problema há nisso?

O problema está quando o nome é associado à imagem da banda. O Death in June é acusado de usar imagens fascistas e nazistas em seus shows e performances, e o nome faz uma alusão à Noite das Facas Longas. Uma noite em 30 de junho de 1934, quando Hitler realizou 85 execuções e milhares de prisões de seus opositores políticos.

6º lugar - ED GEIN
Ed Gein era um psicopata americano que, além de ser responsável por duas mortes, suspeito pelo desaparecimento de outras cinco pessoas, e ladrão de lápides, também esteve envolvido na exumação de cadáveres para fazer troféus e lembranças.

Pouco doente, não? Mal ele sabe que virou nome de banda punk. Estaria orgulhoso e fatiaria uns dois cadáveres para comemorar.
Se você não achou esse nome agressivo o suficiente, pense que seria como se uma banda brasileira se chamasse “Maníaco do Parque” ou “Casal Nardoni”.

5º lugar - STONED JESUS
Os ucranianos curtem dar uma bela viajada na pegada mais psicodélica. Mas, precisavam colocar Jesus no meio?

O nome “Jesus Chapado”, em tradução livre, pode despertar certa ira de pessoas sem tanto senso de humor. Não que Jesus tivesse sido um cara muito sóbrio. Afinal, para transformar água em vinho, pedra em pão, e prever o próprio assassinato, só estando muito louco.

4º lugar - JOY DIVISION
Brincar com fogo, essa é a melhor definição por trás do nome Joy Division. Aparentemente de tradução inofensiva, “Divisão da Alegria”, não tem porque ser um nome ofensivo.

Ledo engano. Joy Division era o nome dado a bordéis dentro dos campos de concentração nazistas, em que mulheres eram forçadas a se prostituírem com o objetivo de aumentar a produtividade dos prisioneiros.
Segundo os integrantes, o nome foi dado devido ao fato de seus pais terem lutado na Segunda Guerra, e eles queriam um nome que tivesse alguma conexão com o evento. Precisava ser uma conexão tão brutal?

3º lugar - NEW ORDER
Nem tudo está tão ruim que não possa piorar.
Ian Curtis, do Joy Division, se empolga ouvindo Iggy Pop e resolve se enforcar. Esse é o fim da banda, que resolve se reestruturar e mudar de nome.

Por incrível que pareça o novo nome é acusado de ser uma nova alusão ao nazismo, retirado do livro Mein Kampf, em que Hitler clama por uma nova ordem de superioridade ariana.

2º lugar - PANSY DIVISION
Um ardiloso jogo de palavras, e mais uma vez com nazismo no meio.
Pansy é uma palavra meio sem tradução para o português, mas se formos tentar traduzir, significa algo como “afeminado” ou “jeito de mulher”.

Já a sonoridade de Pansy Division nos remete à Divisão Panzer. Nome dado à unidades com veículos blindados que constituíam a base de muitos ataques nazistas.
O Pansy Division caprichou! Misturar homossexualismo e nazismo na mesma linha é polêmica garantida.

1º lugar - AGENT ORANGE
"And the Oscar goes to..."!
O conjunto punk norte-americano Agent Orange certamente pegou muito mais pesado do que o Viet Cong.
O chamado “agente laranja” é uma mistura de dois herbicidas, e foi usado pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã.

Seu uso deixou sequelas terríveis. As tropas americanas derramaram 80 milhões de litros da substância, destruindo o habitat natural do Vietnã, além de deixarem 4,8 milhões de pessoas expostas ao agente – com enfermidades irreversíveis, sobretudo malformações congênitas, câncer e síndromes neurológicas.

Apesar de a banda Agent Orange lembrar, em seu nome, de um fato extremamente agressivo, a população americana parece não ter se incomodado tanto quanto com o Viet Cong.
Afinal, pimenta no dos outros é refresco (nesse caso, substitua pimenta por agente laranja).

Quem usa o Google Plus?

Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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