Lemmy Kilmister, o servo do rock...


Imparável. Como uma velha máquina e sem um pingo de frescura. Esse foi Lemmy Kilmister, baixista e vocalista do Hawkwind, e fundador do lendário Motörhead.
Ele morreu quatro dias após seu aniversário. De acordo com seu empresário, Lemmy foi vítima de um câncer agressivo recém-diagnosticado.

Lemmy não foi o rei do rock, muito menos o rei do metal (aliás, ele sempre reclamava quando diziam que o Motörhead era uma banda de heavy metal). Ele não foi o rei de porra nenhuma.
Por opção, claro. Afinal, ele tinha as credenciais para ser o que quisesse.

Diferentemente de outros da sua geração, que depois de um tempo resolveram tirar o pé, gravar menos, viver em casas confortáveis, virarem reis, Lemmy nunca cogitou essa possibilidade.
Ele sempre preferiu continuar sendo um servo em serviço do rock. Turnês atrás de turnês, álbuns novos em um curto intervalo de tempo, nada de reuniões, briguinhas, intrigas, mimimi.

Mesmo com a saúde já fragilizada nos últimos três anos, Lemmy não tirou o pé. Sua voz não era a mesma, claro, nem seu desempenho. Mas sua entrega nos palcos sempre foi inquestionável. Esse era seu ideal. Ele nunca cogitou parar, e iria morrer nos palcos se assim fosse necessário.

Lemmy Kilmister não quis ser rei. E nunca será. Seu papel sempre foi servir ao rock, jamais o contrário. E assim continuará sendo. Lemmy será sempre lembrado com o cara que deu sua vida e alma ao rock.
O rock perdeu seu servo mais leal.

+ (24/12/1945 - 28/12/2015) +

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Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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