Pristine - Reboot (2016): Abafadores.


Eu sei que vou ser repetitivo, eu sei que já falei isso aqui mais de uma vez, eu sei que sou chato.
Mas, lá vamos nós e os volumes.

Leitor, não perca seu tempo. Não ouça esse álbum e pode parar de ler essa resenha por aqui mesmo. Você não vai perder nada.

É RUIM

Eu podia me alongar, e ficar falando das músicas, das influências, só que vou direto ao ponto. Reboot é ruim e dispensável.

Não é falta de respeito nenhuma falar isso do artista. Falta de respeito é apresentar um álbum mal gravado e extremamente comprimido como esse. Eis o exemplo clássico de como a Loudness War pode destruir um trabalho (além de destruir tímpanos).

O mais legal de um disco com uma pegada entre o hard rock e o blues, é justamente sentir aquele punch único de bateria, as pausas, aquelas variações de volume que destacam gritos e guitarras distorcidas. Led Zeppelin e Deep Purple estão aí pra nos mostrar isso.
E o Pristine também está aí, só que para nos mostrar... Como cagar.
Até esse pônei tem mais pegada do que a bateria do Pristine.

NÃO CULPEM O BATERA

Não é culpa do baterista. E sim da produção. Quando aumentaram o volume de todos os outros instrumentos e da voz de Heidi Solheim, mataram o som.
Os efeitos colaterais são, além de bateria abafada, clippings, distorções exageradas, e sangramento nasal.
“A frustração é imensa, porque no fundo as músicas são boas e a proposta é boa. Mas não posso avaliar um disco pelo seu potencial, e sim pelo o que ele é. De boas intenções o inferno está lotado.”
Pegue, por exemplo, o quarto minuto de All I Want is You. Repare como o vocal e as guitarras abafam a bateria.

Isso joga a proposta do álbum, que seria um hard led zeppeliano com toques de psicodelia, no ralo. E dessa forma, músicas com um baita potencial (Derek, Reboot e Louis Lane) vão para a vala comum.

EU IRIA AO SHOW

Apesar do álbum lixo, eu iria ao show deles. Parece contraditório, não?
Mas não é. O álbum é ruim, não porque a banda é ruim, mas porque o engenheiro de som (se é que teve algum) achou que estava fazendo um disco do Justin Bieber. É um problema de mixagem, e não um problema de musicalidade.

O Pristine faz um som de primeira, que ao vivo deve funcionar muito bem, porque todos os volumes estariam em seu devido lugar. A banda não soaria como se estivesse com abafadores na bateria, para não acordar a vizinhança.

I drink my whiskey; you drink your wine. I’m going left; you’re going right.

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FICHA TÉCNICA:
Artista: Pristine
Ano: 2016
Álbum: Reboot
Gênero: Blues Rock / Hard Rock
País: Noruega
Integrantes: Åsmund Wilter Eriksson (baixo), Espen Jakobsen (guitarra), Heidi Solheim (vocal), Kim Karlsen (bateria), T. H. Richardsen (teclado).

MÚSICAS:
1 - Derek
2 - All of My Love
3 - All I Want is You
4 - Bootie Call
5 - Reboot
6 - The Middlemen
7 - California
8 - Louis Lane
9 - Don't Save My Soul
10 - The Lemon Waltz



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Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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