Vulkan - Observants (2016): Apenas observe.


Olhe bem para essa capa. Pare, e observe. Repare nos círculos em torno de uma luz. Que luz seria essa? Uma representação do sol, ou da lua? Uma luz no fim do túnel?

O corredor é formado por árvores, que aparentemente compõem uma densa floresta em torno da trilha aberta.
E quem é esse homem da capa? Por que se formam essas constelações? Observe. Apenas observe.

AGORA OUÇA

Os mistérios da capa não refletem o conteúdo do disco. De modo geral Observants não é capaz de despertar curiosidade ou interesse. Salvo poucos momentos, o álbum passa despercebido como uma música de fundo, e no final da audição nada te marcará.

O Vulkan é um quinteto sueco que mostrou bastante competência em seu primeiro trabalho, Mask of Air (2011). Cinco anos depois o grupo retorna com Observants.

A introdução é boa. Sleepwalkers March prepara o terreno e Invisible Thrones puxa uma sonoridade peculiar e interessante. Os vocais são quase sussurrantes e o teclado ao fundo, repetindo frases simples, dá um toque diferenciado.
A minha empolgação durou até os primeiros dois minutos de Invisible Thrones. Depois o clima é quebrado por uma gritaria desnecessária. A música volta a se recuperar em bons trechos, só que fica muito cansativa e inconstante.

É só seguir a regra básica: Menos é mais. Quase sempre funciona.
“Rock progressivo sempre foi muito criticado pelo exagero virtuoso em certos momentos. Eu não tenho nada contra a virtuosidade, até gosto. O problema é quando a banda quer enrolar, e isso não pode ser confundido com virtuosidade.”
A terceira faixa é quase um déjà vu. From Here to Where it All Ends (Terminus) começa com vocais sussurrantes e evolui para os gritos. A diferença é que ela acaba rapidamente. E por isso é rapidamente chata.

Consequence of Ignorance é o melhor momento de Observants, apesar de isso não dizer muita coisa. Simplesmente não dá pra entender o que rola dos dois minutos e meio até os seis. É uma enrolação que não leva a nada e mata a introdução extremamente positiva.

Depois tudo fica bem entediante com The Luning e Endineer. Nada que valha muitos comentários.

VOLTE A OBSERVAR

Observants foi feito para ser observado. Apenas isso. Teremos muito mais assunto se ficarmos falando da sua capa.
E isso é um péssimo sinal, afinal eu faço resenha de álbuns, não de fotografia ou ilustrações.

You have in an empty paper the chance to be a god.

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FICHA TÉCNICA:
Artista: Vulkan
Ano: 2016
Álbum: Observants
Gênero: Rock Progressivo
País: Suécia
Integrantes: David Engström (teclado), Jimmy Bob Lindblad (vocal), Johan Norbäck (bateria), Mag Munson (guitarra), Vincent Andrén (baixo).

MÚSICAS:
1 - Sleepwalkers March
2 - Invisible Thrones
3 - From Here to Where it All Ends (Terminus)
4 - Hypnotica
5 - Cosmigrants
6 - Consequence of Ignorance
7 - The Luning
8 - Endineer



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Quem usa o Google Plus?

Sobre o Rock em Balboa

Depois de anos de estudo e dedicação à engenharia, percebi que era tudo um grande pé no saco. Joguei as coisas pro ar e fui para a ilha de Balboa (pode procurar no Google, ela existe!). Agora fico deitado na rede e ouço rock o dia todo.

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